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08:49 Quarta-feira, 24 de Maio de 2017


Entretenimento - COMPORTAMENTO


Insegurança faz aumentar procura por condomínios fechados em Arapongas e região


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O sol se põe e meninos continuam jogando bola na rua, enquanto meninas circulam de bicicletas, tranquilamente, sem preocupação com o trânsito de veículos.

Atualmente, a cena é rara até mesmo em pequenos municípios, mas ocorre diariamente entre os muros de condomínios horizontais, que cresceram no mercado imobiliário além das fronteiras das metrópoles e cidades-polo.

O medo da violência e o desejo dos pais de proporcionar aos filhos a infância sem restrições que tiveram, explicam o crescimento dos condomínios fechados. Os problemas relacionados à segurança já não são prerrogativas das grandes cidades.

O sociólogo Wilson Sanches, da Universidade Norte do Paraná (Unopar), afirma que ao oferecer todo o aparato de segurança aos moradores, os condomínios fechados contribuem para a “segregação social” e para a perda da “percepção da realidade” dentro das áreas privadas.

Marlete Oliveira, moradora de um condomínio fechado de nossa cidade, discorda. “Nós nos sentimos mais seguros sim. Mas não acredito que gera segregação porque precisamos trabalhar, vamos ao mercado, então, não deixamos de viver em sociedade e correr os mesmo perigos”, explica.

Maior demanda

Apesar do dilema entre segurança e segregação, o fato é que a procura por condomínios horizontais aumentou nos últimos dez anos, conforme o diretor do Sindicato de Habitação e Condomínios (Secovi), Marcos Moura. “Quase todas as cidades da região possuem opções nesta área. Londrina ainda tem muito espaço para lançamentos de condomínios horizontais, mas o mercado também procura atender a demanda que existe em municípios menores”, ressalta.

Moura afirma que as cidades com mais de 100 mil habitantes, como Cambé e Arapongas, são os alvos preferenciais das construtoras para grandes condomínios, mas os municípios menores também apresentam empreendimentos com um número menor de lotes disponíveis. Esse é o caso de Ibiporã.

O último levantamento do Secovi aponta que a base territorial de 22 cidades, excluindo os empreendimentos de Londrina, possui cerca de 300 condomínios, sendo que a maioria é de prédios.

Os preços de terrenos em condomínios fechados na região de Londrina podem variar de R$ 150 mil até aproximadamente R$1 milhão, dependendo de sua localidade.

Insegurança

Segundo o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), Osmar Ceolin Alves, os clientes que optam pelos condomínios horizontais estão preocupados, principalmente, com a segurança. “A questão do lazer vem em segundo lugar. Infelizmente, nem as cidades pequenas são seguras por causa da violência ligada diretamente a questão das drogas”, opina.

Para o subcomandante da 7ª Companhia da Polícia Militar de Arapongas, Capitão Vilson, a procura por condomínios fechados vem, também, a partir de uma análise midiática, já que crimes violentos mexem com a população fazendo com que ela procure por alternativas que a deixe mais segura. “Optando pelo condomínio, você tem controle de quem entra e sai, sem abrir mão da vizinhança”, disse ele.

“Também existe uma tentativa de resgatar a tranquilidade das ruas do passado, sem trânsito e com as portas das residências abertas”, acrescenta o vice-presidente do Sinduscon, Rodrigo Zacaria. 


(Texto: Thais Ludescher / Foto: Reprodução/Web)



21 julho, 2016 - as 13:58

Por : Redação Dia a Dia Arapongas


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