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12:29 Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2017


Entretenimento - CURIOSIDADES


Conheça a trágica história da explosão que matou alunos e professores em uma escola de Arapongas


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Há sempre fatos que marcam a história de cada cidade. Em alguns casos, queremos relembrar com frequência; já em outros nem tanto. Mas isso não significa que a história deva ser ocultada. Conhecer a cidade em que mora e criar um elo com ela pode ser mais interessante do que você pensa.

Confira abaixo uma história publicada em julho de 2012, no antigo Diário de Arapongas, o atual Portal Dia a Dia Arapongas:

Você sabia que o Colégio Estadual Antônio Racanello Sampaio, localizado na Vila Araponguinha, já foi vítima de uma grande tragédia?

Apesar de muitas pessoas não terem conhecimento de tal fato, no ano de 1954, a escola, que na época era vizinha de uma fábrica de fogos de artifícios, foi afetada por um incêndio que se iniciou na pequena fábrica.

Em um fatídico 04 de novembro, estudantes, professores e funcionários da fábrica acabaram perdendo suas vidas. No total, foram 13 mortos, sendo sete crianças e seis adultos, e mais de 30 feridos.  

História 

Tudo corria normalmente. A escola “Toninho” seguia seu curso. Porém, sem que ninguém pudesse prever, aconteceu o inevitável, o real tornou-se pânicohorror e medo.

Era dia 04 de novembro de 1954, entre 12h e 13h. Ouviram-se estrondos terríveis. Gritos, choros e gemidos. A cerca de madeira que marcava a fronteira entre a escola e a fábrica de fogos de artifícios da família do Sr. André Pavani ruiu.

Lá fora, uma nuvem de fumaça e papel queimado sujaram o céu.  O cheiro de pólvora foi espalhado pelo vento em todas as direções. As pessoas corriam sem saber o que havia acontecido, buscando respostas para suas angústias.

Pais, mães, parentes e amigos. Todos foram levados para a cena da tragédia em busca dos seus; a solidariedade das pessoas foi grande diante do que se via: corpos mutilados, mortos e sobreviventes eram socorridos pelos passantes no local.

A tragédia só não foi maior porque, neste dia, a professora D. Aparecida estava doente e não havia alunos na sala dos fundos, a mais atingida. A explosão da fábrica de fogos foi um acontecimento horrível, com muitas vítimas fatais, inclusive na família do Sr. Pavani. Outros ficaram com sequelas. 

Tamanha foi à repercussão e a comoção do fato, sendo notícia no Repórter Esso em rede nacional de rádio.

No ano seguinte, em 1955, na gestão do Sr. João Cernicchiaro, com terreno doado, novamente por D. Catharina, foi construída uma nova escola. De alvenaria, com 08 salas de aula, sala dos professores, secretaria e diretoria. Atualmente, situada na Rua Guacuru, número 190, na Vila Araponguinha, Arapongas, Paraná.

Assim, novamente a Vila Araponguinha ganha a sua escola, que desde o inicio teve como objetivo primordial formar cidadãos. Hoje, passados mais de 50 anos, dá-se continuidade, com muito orgulho, ao trabalho realizado por todos aqueles que os antecederam, continuando com a mesma filosofia, a de formar cidadãos.


Trechos retirados do site: 

http://www.apsantonioracanello.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=11

 



27 julho, 2016 - as 11:31

Por : Eduardo


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