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15:41 Sexta-feira, 17 de Novembro de 2017


Notícias - Arapongas


Juíza revoga prisão temporária de vereador e empresário de Arapongas

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A juíza Renata Maria Fernandes Sassi Fantin, da Comarca de Arapongas, revogou no final da tarde desta sexta-feira (12), a prisão temporária dos investigados na Operação "Control Z", o vereador Valdeir José Pereira (PHS), mais conhecido como “Maringá” e o empresário Manoel Martins, mais conhecido como “Mané Bocão”. Segundo informações, eles devem deixar a Cadeia Pública de Arapongas ainda na noite de hoje.

A desnecessidade das prisões temporárias decretadas em desfavor dos suspeitos de envolvimento em um esquema de corrupção dentro da Câmara Municipal de Arapongas, deve-se ao fato de que ambos são primários e sem antecedentes criminais, além de que segundo o próprio judiciário, estariam colaborando com as investigações.

Por outro lado, a juíza requer a aplicação das seguintes medidas cautelares:

Que os investigados compareçam aos atos de investigação de atos processuais para os quais forem intimados;

Que os investigados não se ausentem da comarca por mais de 08 (oito) dias e não deixem o país, sem autorização judicial;

Que os investigados comuniquem ao juiz qualquer mudança de endereço.

Além de deixar a cadeia, o vereador Valdeir deve retornar às suas atividades normais, visto que a juíza postergou a análise do requerimento de suspensão do exercício de função pública do mesmo, pelo fato de que “Maringá” deixou no final do ano passado, a presidência da casa de leis araponguense, não mais sendo gestor de recursos públicos. Já Manoel Martins está suspenso da presidência do Conselho da Comunidade.

MP

O Ministério Público, através da 1ª Promotoria de Arapongas, sustenta que as provas colhidas nos últimos dias a partir do material apreendido nas residências e demais pontos alvos das buscas, assim como o teor das declarações apresentadas pelo vereador e pelo empresário, confirmam a existência de esquema criminoso, inclusive de pagamento de propinas, além trazer elementos concretos da prática do crime de agiotagem pelo investigado Manoel Martins.

Esquema

Com base em depoimentos, interceptações telefônicas e quebras de sigilo bancário deferidos pela Justiça, as investigações do Ministério Público apontam que os empresários, que mantinham contrato superfaturado para a digitalização do acervo físico da Câmara, pagavam propina ao ex-presidente do Legislativo Municipal por meio de repasses bancários realizados ao presidente do Conselho da Comunidade de Arapongas, que atuaria como “laranja” do esquema ilícito. Esses repasses, segundo a Promotoria, seriam para quitar dívidas do vereador com o próprio “laranja”, por conta de empréstimos e dívidas de agiotagem.

Ainda durante as investigações, a Promotoria constatou que o ex-presidente da Câmara patrocinou interesses particulares do presidente do Conselho da Comunidade junto ao setor de tributação da Prefeitura Municipal de Arapongas, com o objetivo de diminuir ilegalmente a base de cálculo de impostos devidos em decorrência da propriedade de um imóvel.

O MPPR apurou que os pagamentos mensais de propina (no valor de R$ 22 mil) ocorreram entre os anos de 2015 e 2016 por, pelo menos, onze meses durante esse período. Até o momento, o valor apurado das fraudes ultrapassa R$ 355 mil, podendo chegar a R$ 2 milhões em valores atualizados.

Redação 



12 Maio, 2017 - as 21:40

Por : Redação Dia a Dia Arapongas


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